Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

KINOARTE abre inscrições para a 2ª MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA



KINOARTE abre inscrições para a 2ª MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA

Estão abertas até o dia 31 de julho as inscrições para a 2ª MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA, festival que será realizado no Oeste Paulista de 1ª a 4 de outubro de 2009. O objetivo do festival é resgatar o clima que havia em Marília nos anos 60, quando a cidade chegou a sediar três festivais nacionais: 1960, 1967 e 1969. Esses festivais foram realizados pelo Clube de Cinema de Marília, instituição criada em 1952 e que mantém suas atividades até hoje. Os interessados em se inscrever devem solicitar uma ficha de inscrição no e-mail kinoarte@gmail.com. Serão aceitos filmes realizados a partir de janeiro de 2007, em qualquer suporte, com duração de até 24min59s. O regulamento completo e mais informações sobre a Mostra estão no site http://mostramarilia.blogspot.com/. A 2ª MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA é uma realização da KINOARTE, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Marília, apoio institucional do Clube de Cinema de Marília, revista TATURANA e Kinopus Audiovisual. A coordenação é dos cineastas Bruno Gehring e Rodrigo Grota. Mais informações no site: http://mostramarilia.blogspot.com/ ou no ESPAÇO KINOARTE - telefone (43) 3026 6932.

ficha de inscrição - 2a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA

formulário de inscrição para a 2ª mostra marília de cinema

itens marcados com * devem ser preenchidos obrigatoriamente
dúvidas: kinoarte@gmail.com

dados pessoais do responsável pela inscrição

*nome completo:
*endereço:
*cidade:
*estado:
*país:
*cep:
homepage:

contatos

*e-mail:
telefone fixo: __ ____ ____
*telefone celular: __ ____ ____
telefone comercial: __ ____ ____
fax: __ ____ ____

*título original do filme:
título em inglês:

*duração: __ ’ __ ”
[no máximo até 24 minutos e 59 segundos]

*ano de produção:
[produções realizadas a partir de 2007]

*formato da mídia de inscrição:
_ vhs
_ dvd
_ mini-dv
_ cd

*direção:
estúdio ou produtora:
produtor executivo:
diretor de produção:
roteirista:
diretor de fotografia:
diretor de arte:
elenco:
compositor [trilha sonora]:
editor de som:
montador:
cartaz:
site:

*sinopse:
[até 500 caracteres]

gênero
_ animação _ documentário _ experimental _ ficção _ videoclipe

histórico da obra
*inédito: __ sim __ não
em quais festivais o filme foi exibido:

premiações:
*formato em que o filme foi produzido:
modelo de câmera:
software de edição:
animação/efeitos/composição:
software de áudio:

Finalização de inscrição e envio de materiais
*envie uma foto de divulgação com resolução mínima de 300 dpi.
(de preferência, envie no formato jpg, com até 3 MB).

AUTORIZAÇÃO: Eu li e aceito o regulamento para participar da 2ª Mostra Marília de Cinema e declaro que estou legalmente autorizado para inscrever este trabalho na Mostra. Também autorizo o uso de imagens e informações a respeito do filme no catálogo da 2ª Mostra Marília de Cinema, em seu respectivo site, além das informações para a imprensa e como arquivo. A 2ª Mostra Marília de Cinema não irá vender, emprestar ou transferir suas informações para nenhuma organização ou pessoas. Por fim, autorizo que meu filme seja exibido na 2ª Mostra Marília de Cinema e em eventos paralelos promovidos pela Kinoarte (como Kinoarte Mostra Curtas, Kinocurtas, Kinoclube, Mostra nos Bairros, etc), desde que as exibições não tenham caráter comercial.

*Assinatura:___________________________________________________________

*Data:_____________

*Nome do responsável: __________________
(Não podemos aceitar, notificar ou retornar inscrições sem esta ficha assinada)
Para completar sua inscrição, envie-nos seu filme acompanhado dos seguintes dados na fita ou disco: título do filme, tempo de duração e e-mail de contato. Envie também uma cópia impressa de sua ficha de inscrição. LEMBRAMOS QUE SÓ ACEITAREMOS MATERIAL EM NTSC.

A lista dos filmes selecionados será divulgada no site da Mostra, da Kinoarte e por e-mail no dia 8 de setembro de 2009.

2a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA, regulamento

2ª mostra marília de cinema

REGULAMENTO

1.Só serão aceitos filmes finalizados a partir de 1º de janeiro de 2007, e que não tenham sido exibidos em edições anteriores da Mostra;

2.Qualquer filme pode ser inscrito, capturado em todos os suportes possíveis (70mm, 35mm, 16mm, super-8, 8mm, mini-DV, DV cam, HDV, HD CAM, VHS, etc);

3.Os filmes não devem exceder 24 minutos e 59 segundos, incluindo os créditos;

4.Todos os filmes não falados na língua portuguesa devem ter legendas em português;

5.Os filmes devem ser enviados à Mostra Marília de Cinema no formato VHS, DVD-R, mini-DV ou CD até o dia 31 de julho de 2009 (carimbo de postagem). A divulgação da lista com os filmes selecionados será realizada no dia 8 de setembro de 2009;

6.As exibições serão feitas em 35mm e em mini-dv. O melhor curta nacional (segundo o júri oficial) receberá prêmio em dinheiro. Haverá também premiações nas seguintes categorias: melhor direção, roteiro, fotografia, direção de arte, montagem, trilha sonora, ator e atriz;

7.Fichas de inscrição ininteligíveis ou incompletas não serão aceitas. Por favor preencha a sua ficha claramente;

8.Todos os filmes selecionados podem ter trechos copiados para fins publicitários (divulgação em TV, site e/ou outros meios);

9.Cada pessoa ou produtora pode inscrever quantos filmes quiser desde que use uma ficha de inscrição para cada filme;

10.Os filmes enviados devem ser etiquetados na embalagem e no disco com o título, tempo de duração e e-mail de contato. Não envie fitas ou DVDs originais;

11.Depois da seleção, a aceitação ou rejeição do filme será informada por meio do endereço eletrônico fornecido e no site da mostra;

12.Todos os filmes, incluindo os não-selecionados, não serão devolvidos, passando a integrar o acervo da Kinoarte e do Clube de Cinema de Marília, e podendo constar na programação extensiva da Mostra que irá se estender até setembro de 2010, incluindo os projetos Kinoarte Mostra Curtas, Kinoclube e Kinocurtas. Essas sessões não terão fins lucrativos.

Endereço para envio do filme:
2ª MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA
KINOARTE
a/c Rodrigo Souza Grota
Rua Araraquara, 304, ap 101, Edifício Central Park
Alto Cafezal
Marília SP
CEP 17.504-086


Contatos: 43 3026 6932 | 43 9902 2669 | 43 9954 8308 | 11 8216 6644 | 11 8385 6774
email: kinoarte@gmail.com
http://mostramarilia.blogspot.com/
data limite de inscrição: 31 de julho de 2009 (carimbo de postagem)
data de divulgação da lista dos filmes selecionados: 8 de setembro de 2009

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

OSÓRIO ALVES DE CASTRO: Marília ignora prêmio jabuti de 1962



Trajetória do escritor baiano Osório Alves de Castro (1901-1978), radicado no município, permanece no ostracismo para a maioria dos marilienses

Por Ramon Franco

Jorge Amado. João Ubaldo Ribeiro. Moacyr Scliar. Milton Hatoum. Carlos Heitor Cony. Ruy Castro. Márcio Souza. Patrícia Melo. Manoel de Barros. Eric Nepomuceno e, por último, mas nem por isso menos importante do que os demais, Cristóvão Tezza. Todos possuem, pelo menos, duas coisas em comum com o baiano, radicado em Marília, Osório Alves de Castro (1901-1978). Todos que integram esta lista são escritores e foram reconhecidos pelo prêmio Jabuti, o mais tradicional e mais prestigiado galardão do mercado editorial brasileiro. Entretanto, configurar entre os principais autores brasileiros, o principal país do idioma português, não basta para resgatar Osório do ostracismo. Marília, cidade que acolheu o escritor por vários anos e onde ele escreveu seus dois principais livros, ‘Porto Calendário’ e ‘Bahiano Tietê’, praticamente ignora a existência deste autêntico escritor brasileiro. A constatação real, entretanto cruel, é científica.

“Praticamente não existe uma memória preservada, diferente, por exemplo, do que ocorre na terra natal do autor, Santa Maria da Vitória, na Bahia”, constatou a professora de literatura e mestre pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), Eliana Nogueira de Lima Pastana. Autora de um estudo científico sobre a fortuna crítica produzida a partir das idéias, textos e livros deixados por Osório, a docente conheceu o trabalho de Osório por um acaso. “Quando era adolescente e ainda vivia em Herculândia, acompanhava, meio que à distância, os debates políticos. Era ainda a época do bipartidarismo, com Arena de um lado e o MDB de outro. Se falava deste alfaiate, que era escritor e tinha idéias comunistas. Aí, numa oportunidade, fui até a biblioteca da minha cidade para encontrar um exemplar de ‘Revolução dos Bichos’, de George Orwell. Foi quando achei um livro sem capa e com o título ‘Porto Calendário’, de Osório Alves de Castro. Levei o exemplar para casa e li. Entretanto, por conta da pouca idade, não assimilei muito as idéias de Osório. Passou o tempo, cursei Letras em Marília e, depois de formada, lecionei em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Acabei voltado para Marília, no final dos anos 90 e comecei a preparar a minha pós-graduação. Neste momento houve o reencontro com a obra de Osório Alves de Castro”.

Vida de migrante

As migrações dos nordestinos para o considerado ‘próspero’ Sul (muitos ‘desciam’ até São Paulo a pé, caminhando por dias) e as barcaças que percorriam as águas do rio São Francisco, com seus passageiros e suas carrancas povoam o imaginário literário de Osório, que tinha como ofício a profissão de alfaiate. “Houve um incidente na Câmara Municipal de Santa da Vitória, Osório teria defendido uns operários e chegou a ser ameaçado de morte. Ele, que tinha perto de 20 anos, precisou fugir da cidade e acabou ganhando o Sul, primeiro Rio de Janeiro, depois a região da Alta Paulista, em São Paulo”, contou a pesquisadora. Todos os detalhes da vida de Osório servirão de tema para um sarau que a Associação dos Poetas e Escritores de Marília (Apem) estará organizando no dia 17 de abril. Eliana Pastana foi convidada para ministrar a conferência do evento, que poderá ser realizado no anfiteatro da sede local do Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo).

“Muitos dos personagens descritos por Osório, como Pedro Voluntário-da-Pátria e a Tia Gatona, existiram de fato. Mulheres como a Tia Gatona ajudaram muito os migrantes, protegendo os seus poucos pertences e garantindo pouso e comida. Outro valor incontestável da obra de Osório é o retrato das barcaças e das carrancas do rio São Francisco. Única obra da literatura brasileira que cita de forma profunda as barcaças e carrancas”.

O reconhecimento da crítica e a projeção nacional do baiano radicado em Marília chegou um pouco tarde, mencionou Eliana Pastana. Entretanto, lhe rendeu além do prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em 1962, uma viagem internacional também. De convicções comunistas, Osório esteve na Rússia vermelha e também no Leste Europeu. Um pouco antes do seu auge literário, com a publicação de ‘Porto Calendário’, o escritor e alfaiate inicia uma amizade epistolar (através de cartas) com um diplomata brasileiro que estava deixando suas autênticas marcas na literatura brasileira: João Guimarães Rosa, de ‘Grande Sertão: Veredas’. Guimarães se encantou com o estilo literário de Osório e sobre ele escreveu: ‘Osório Alves de Castro - grande romancista, homem autêntico, bom, lúcido, sábio”. O texto está na dedicatória da primeira edição de ‘Primeiras Estórias’, que reúne os trabalhos literários do mineiro, que ocupou uma das 40 cadeiras da ABL (Academia Brasileira de Letras).

Ao todo, o baiano radicado em Marilia, que nos anos 60 deixou a cidade para morar em São Paulo, escreveu cinco livros, sendo os dois primeiros à mão (‘Porto Calendário’ e ‘Bahiano Tietê’). ‘Maria fecha a porta pro boi não te pegar’ foi publicado pouco antes de seu falecimento, em uma clínica geriátrica da cidade paulista de Itapecerica da Serra. Ainda estão inéditos, batidos à máquina e amarrados com tiras de pano, ‘Nhonhô Pedreira’ e ‘A cidade do velho’. Os dois originais estão sob a guarda dos familiares dele.

PROSA E COSTURA
Alfaiataria Rex era o Senado local

A alfaiataria Rex, onde Osório Alves de Castro costurava ternos e ideias, chegou a ser conhecida na década de 40 como o ‘Senado de Marília’. Localizada na rua Nove de Julho, na região do comércio, era frequentada por intelectuais da época, como o romancista e tradutor José Geraldo Vieira. Vieira, autor de inúmeros livros como ‘Ladeira da saudade’ e ‘A quadragésima porta’, era médico e viveu um tempo na cidade de Marília. “Faziam parte da turma os poetas João Mesquita Valença, Flávio Sampieri e Afrânio Licínio de Miranda, o cronista Lauro Vargas, o Delacyr Mazzini, que ensaiava voos de escritor, e eu, o mais jovem de todos”, escreveu em e-mail trocado com a reportagem do Jornal da Manhã o escritor e jornalista Nildo Carlos de Oliveira, que viveu em Marília e hoje mora em São Paulo.

Nildo acompanhou bem de perto as publicações de Osório, inclusive é dele o prefácio de ‘Maria fecha porta pro boi não te pegar’. “Todos nós éramos alvos das críticas do velho, forjado na boa literatura de antes e do pós-guerra e que possuía uma visão do Brasil calcada fora da bitola oficial”, afirmou. Para o jornalista e escritor, o alfaiate foi uma referência. “Osório foi para mim e para a minha geração, uma referência notável. Tanto do ponto de vista de homem de convicções políticas inabaláveis, quanto de romancista autoditada, que aprendeu no cotidiano de uma alfaiataria – a alfaiataria Rex - a arte de criar personagens e de compor o seu mundo literário com uma força e densidade social que outros grandes escritores, seus contemporâneos, não conseguiram”, ressaltou o autor que na década de 80 ministrou conferência sobre Osório Alves de Castro no campus local da Unesp. (Ramon Franco)

OBRAS
Veja os livros de Osório:

‘Porto Calendário’ (1961)
‘Bahiano Tietê’ (1990 – publicação póstuma)
‘Maria fecha porta...’ (1978 – publicação póstuma)
‘Nhonhô Pedreira’ (inédito)
‘A cidade do velho’ (inédito)

*Esta matéria foi publicada originalmente pelo Jornal da Manhã

SERGIO RICARDO: Músico lamenta desperdício de gênios



Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã o mariliense Sérgio Ricardo, um dos ícones da MPB, critica a falta de oportunidade para novos talentos.
Ramon Franco*

A imagem é antológica: o músico se irrita com o público e, num gesto de cólera, quebra o violão em pleno palco e o joga na platéia. O ato, ocorrido durante o II Festival de Música Popular Brasileira (1967), é transmitido ao vivo pela Record e muitas pessoas até hoje o indagam porque ele fez aquilo. O que poucos sabem é que este músico e um dos excelentes artistas multimídias do Brasil (com criações artísticas no cinema, literatura, pintura e animação) nasceu em Marília com o nome de João Lutfi e aqui mesmo, no início dos anos 40, ingressou no Conservatório de Música de Marília para estudar piano e teoria musical. “Os 17 anos passados entre as igrejas Santo Antônio e São Bento, divididos pela estrada de ferro da Paulista, com direito a duas porteiras, charretes, caboclos a cavalo, vendo brotar do barro das ruas seus paralelepípedos, mãos dadas com meu primeiro amor no jardim da igreja São Bento; perdendo-me entre as oito opções de caminhos por dentro do cafezal do coronel Galdino, as brigas provocadas em sala de aula do primeiro Grupo Escolar que ficavam para se consumar na saída assistidas pela platéia de alunos e tantas outras centenas de aventuras... Ah, só escrevendo um livro. Vida que não se esquece”, lembrou o músico e um dos percussores da cinqüentenária bossa nova, Sérgio Ricardo, de 76 anos.

Seu talento é reconhecido internacionalmente, tanto que numa oportunidade um jornalista brasileiro se aproximou do cineasta italiano Sérgio Leone, um dos maiores realizadores da sétima arte de todos os tempos, responsável por grandes clássicos do gênero faroeste, como ‘Era uma vez no Oeste’, ‘Três Homens em Conflito’ e ‘Por um Punhado de Dólares’ (outro quesito no currículo de Sérgio Leone que é indispensável mencionar: foi ele quem descobriu o talentoso ator, diretor e músico Clint Eastwood, que já levou quatro Oscars e pode ser um dos grandes vencedores da edição de 2009), e ao se identificar como do Brasil, imediatamente Leone cantarolou uma música do mariliense, que integrou a trilha sonora de um dos filmes de Glauber Rocha. “Desconhecia este fato em relação ao Sérgio Leone. Mas já tive muitas dessas surpresas pela vida a fora. Sem dúvida, é muito confortante”, comentou Sérgio Ricardo ao saber que sua música está no imaginário dos estrangeiros como sinônimo de toda a nação brasileira. Leia a seguir a entrevista com o mariliense, que lamenta a falta de oportunidade para os novos talentos culturais, que ele chama de ‘gênios sem chance’.

Jornal da Manhã: Sérgio Ricardo, numa entrevista à Folha de S. Paulo você comentou que demorou para profissionalizar sua carreira. Entretanto, você é um dos poucos exemplos de artistas brasileiros multimídias bem sucedidos em suas vocações: é músico com valor reconhecido, cineasta premiado e escritor com peso literário, além de artista plástico. Esta não seria uma forma de se profissionalizar?
Sérgio Ricardo
: Você tem toda razão. Mas isto é assim mesmo, confuso. Lembro-me por alto dessa entrevista, mas não me lembro em que contexto declarei o que você me pergunta. Pode ter sido num momento ou em razão de algum fato referente ao assunto na escala de valores profissionais. Não me lembro ao certo.

Jornal da Manhã: Em 2008 fechamos o ciclo do cinqüentenário da bossa nova. O que representou a bossa nova para o Brasil? Qual é a tendência deste movimento cultural?
Sérgio Ricardo
: Representou uma revolução estética elevando o nível intelectual e musical das canções populares, mostrando que a vertente romântica, lírica dos nossos compositores mais sofisticados, podia alcançar os níveis de exigência internacional, exportando uma beleza invejável e contagiante, a ponto de influenciar a produção musical de outros povos, abarrotando as rádios, as trilhas e o repertório dos maiores músicos internacionais, que passaram a nos copiar descaradamente. Era a trilha ideal para o mundo que vivia um momento glorioso, sem os problemas do mundo de hoje. Para o Brasil especialmente, representou o absurdo contraste entre duas realidades: uma, a do sentimento afetivo de uma classe média e burguesa felizes com a vida (hoje, nem tanto); outra, a grande maioria, que passando pela fome, desemprego, miséria, violência e outros que tais, que estão a quilômetros de distância das temáticas da bossa nova, excluídas do seu contexto, e que não se comovem com ela. Com a decadência da classe média, decaiu também a bossa nova. Comemora-se hoje, um sonho do passado. Seus ícones principais, João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius, resistem pela genialidade de seu talento. Não pela correspondência como arautos da realidade de seu país.

Jornal da Manhã: E o episódio do violão no II Festival, em 1967. As pessoas ainda lhe perguntam o motivo daquele gesto?
Sérgio Ricardo
: Ainda.

Jornal da Manhã: Qual a sua análise da nova safra cultural do Brasil?
Sérgio Ricardo
: Dez por cento de coisas são interessantes entre a nova safra cultural. Cinco por cento de coisas são interessantes da nova safra cultural "DO BRASIL". Destes, oitenta por cento estão fora da mídia e lutam como heróis na periferia do mercado de trabalho para fazerem-se conhecer. Dentre eles, verdadeiros gênios sem chance alguma. Uma tragédia!!!

Jornal da Manhã: Sérgio Ricardo você fez trilhas para filmes do Glauber Rocha, como ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’. Como era trabalhar com ele? O mundo ainda desconhece este gênio da sétima arte? O Brasil ainda não sabe o que Glauber é para a nossa cultura?
Sérgio Ricardo
: Fiquemos tranqüilos. Glauber Rocha é reconhecido nos quatro cantos do mundo, inclusive em sua terra, como um gênio do cinema do terceiro mundo, e isto ninguém pode negar. Minha relação com Glauber foi, além de amizade, também profissional. Tive a honra de musicar, tocar e cantar seu cordel para a trilha de seu filme ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, além de musicar a trilha de ‘Terra em Transe’.

Jornal da Manhã: Uma vez um jornalista brasileiro ao se aproximar do 'mito' Sérgio Leone e se apresentado como filho do Brasil, imediatamente o cineasta italiano passou a cantarolar uma música de autoria sua. Você sabia deste episódio? E como é ter uma canção associada de imediato a uma nação inteira?
Sérgio Ricardo
: Desconhecia este fato em relação ao Sérgio Leone. Mas já tive muitas dessas surpresas pela vida a fora. Sem dúvida, é muito confortante.

PRÊMIO CURUMIM
Sérgio Ricardo torce por nova edição

por Ramon Franco

Descendente de família libanesa, Sérgio Ricardo foi premiado pelo Curumim, troféu instituído pelo Clube de Cinema de Marília que contemplou cineastas entre os anos de 1966 e 1985. O mariliense foi o segundo a conquistar o prêmio, em 1967 com o longa ‘Esse mundo é meu’. Indagado sobre um eventual ressurgimento do Curumim, Sérgio Ricardo falou com otimismo: “Torço para que isto aconteça de verdade”. “Uma reedição do Curumim representa um avanço na ação dos intelectuais de Marília em reeditar um evento de grande importância não só para a cidade, como para o país. Os cineclubes têm uma função muito importante na divulgação e na formação da opinião pública. Desperta o interesse pela sétima arte e propicia o nascimento de novos cineastas. Além de atrair a presença das celebridades, o que elevaria o prestígio da cidade ante os olhos do povo brasileiro. Como foi em seu glorioso passado”, salientou o músico relembrando dos áureos tempos do Clube de Cinema de Marília, quando intelectuais do calibre de Roberto Cimino, Benedito André e Lourdes Horiguela conseguiam atrair para a cidade divas do cinema, como Leila Diniz, e galãs, como Anselmo Duarte. Sem falar em grandes realizadores, entre eles, o humorista e ícone do cinema brasileiro, Amácio Mazzaroppi.

Trajetória

Sérgio Ricardo estudou música e piano na infância em Marília, onde viveu por 17 anos. Depois de deixar a cidade, trabalhou na Rádio Cultura de São Vicente como locutor e técnico de som e foi pianista em casas noturnas. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1952, onde conseguiu um emprego de pianista substituindo Tom Jobim. Fez parte do primeiro núcleo de compositores de bossa nova e lançou no começo dos anos 60 os LPs "Não Gosto Mais de Mim" e "A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo". Fez vários shows com os outros integrantes do movimento, tendo inclusive participado do famoso Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall em Nova York, 1962. Fez trilhas para peças de teatro e filmes, entre eles o ‘Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna, ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, ‘O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro’ e ‘Terra em Transe’, todos de Glauber Rocha. Em 1967 sua música "Beto Bom de Bola", inscrita no II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record levou uma histórica vaia, o que o fez quebrar seu violão no palco, irritado com a platéia, e atirá-lo nos espectadores. O episódio serviu de título para seu livro, "Quem Quebrou Meu Violão", lançado em 1991. Nos anos 70 e 80 gravou outros discos e fez trilhas, atividade que manteve ainda na década de 90. Em 1994 fez shows em Portugal, Angola e Guiné-Bissau, divulgando seu disco com músicas brasileiras, portuguesas e africanas. No cinema, além de ‘Esse mundo é meu’ (1964), o mariliense fez ainda ‘O Menino Calça Curta’ (1961), ‘O Pássaro da Aldeia’ (1964), ‘Juliana do Amor Perdido’ (1968), ‘A Noite do Espantalho’ (1973), ‘Balanço do Vidigal’ (1983), ‘Copacabana’, ‘Traço e Cor’ (1985), ‘Dançando Villa Lobos’ (1986), ‘Voz do Poeta’ (1987), ‘O Espetáculo Continua’ (1988) e dois documentários para TVE.

‘PONTO DE PARTIDA’
Mariliense grava com nova geração


O mariliense Sérgio Ricardo tem inúmeros projetos para o próximo ano, entre eles está o lançamento e a divulgação do novo álbum ‘Ponto de Partida’, gravado com vários músicos da nova geração. São talentos que estão fora da mídia, como ele mesmo mencionou em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã. “Com eles, pretendo fazer o maior número possível de shows pelo Brasil. Cantam comigo meus três filhos, Adriana e Marina Lutfi e o caçula João Gurgel, além dos músicos e arranjadores Alain de Magalhães, Marcelo e Alexandre Caldi”, comentou. ‘Ponto de Partida’ está sendo distribuído pela Biscoito Fino e já se encontra à venda. Com relação aos jovens músicos que integram o novo álbum, Sérgio Ricardo mencionou que eles dão uma boa demonstração da potencialidade da nova safra cultural do Brasil. (Ramon Franco)

*Esta matéria foi publicada originalmente em 2009 pelo Jornal da Manhã

links 1a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA



A 1a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA, uma realização da KINOARTE, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Marília, foi realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2008. A 1a edição da MOSTRA foi um sucesso: foram exibidos mais de 50 filmes, em quatro dias, sempre com entrada franca no Clube de Cinema de Marília. A seguir seguem alguns links sobre matérias e textos publicados relativos à 1a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA:

SATORI USO NO CLUBE DE CINEMA
Jornal da Manhã - 17/05/2008
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=381

SÉTIMA ARTE - Rodrigo Grota, a fé no cinema poesia
Jornal da Manhã - 24/08/2008
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=2069

SÉTIMA ARTE - 1a Mostra Marília de Cinema começa dia 30
Jornal da Manhã - 24/10/2008
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=3254

SÉTIMA ARTE - Marilienses exibem filmes amanhã
Jornal da Manhã - 01/11/2008
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=3428

CINEMA - I Mostra prepara circuito no Univem
Jornal da Manhã - 01/11/2008
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=3429

SÉTIMA ARTE - Circuito Univem da Mostra segue hoje
Jornal da Manhã - 06/11/2008
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=3511

CINEMA - Curta de mariliense participa de festival
Jornal da Manhã - 08/04/2009
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=6133

KINOARTE promove a 1a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA
Portal Bonde - 24/10/2008
http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-14--42-20081024

KINOARTE promove a 1a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA
Agência Londrix - 24/10/2008
http://www.londrix.com/colunas.php?id=396

KINOARTE promove a 1a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA
marginal notes while filming - 24/10/2008
http://grota.tipos.com.br/posts/tag/clube+cinema+marilia+sp+kinoarte+mostra+curtas

1a MOSTRA MARÍLIA DE CINEMA
Guia Kinoforum 2008
http://www.kinoforum.org.br/guia/2008/fbrasil.php?c=343&t=&d=&p=&l=

CLUBE DE CINEMA DE MARÍLIA: programação de maio de 2009



02/05/2009: Sábado CAOS CALMO (Caos Calmo) Direção: Antonello Luigi Grimaldi. Elenco: Nanni Moretti, Valeria Golino,,Alessandro Gassman, Isabella Ferrari , Silvio Orlando, Roman Polanski Itália/Inglaterra 2008 Drama - 105 min.
Após a morte repentina de sua esposa, executivo precisa lidar com o caos emocional que sente e a responsabilidade de cuidar da filha, de apenas 10 anos .Premiações: Ganhou 3 prêmios DAVID DI DONATELLO, o Oscar italiano,por Melhor Música, Melhor Canção Original e Melhor Ator Coadjuvante (Alessandro Gassman).

03/05/2009: Domingo A NOIVA PERFEITA (Prête-moi ta Main) – Direção: Eric Lartigau Elenco: Alain Chabat, Charlotte Gainsbourg, Bernadette Lafont França - 2006 – Comedia - 90 min.
Pressionado pela família, um homem decide contratar uma mulher para ser sua noiva. A idéia é apresentá-la e em seguida gerar uma grande decepção, para que ele não seja mais incomodado com o assunto. Premiações: Recebeu 03 indicações ao CÉSAR: Melhor Ator (Alain Chabat), Melhor Atriz (Charlotte Gainsbourg) e Melhor Atriz Coadjuvante (Bernadette Lafont).

09/05/2009: Sábado DIAS E NOITES (Dias e Noites ) – Direção: Beto Souza. Elenco: Naura Schneider, Antonio Calloni, Dan Stulbach, Zé Vitor Castiel, Marcela Muniz, José de Abreu. Brasil– 2008 – Drama - 80 min.
Adaptação do livro “Clô, Dias e Noites” de Ségio Jockmann, publicado em 1982, a história se passa durante a década de 50 e atravessa 3 décadas, mostrando a trajetória de uma mulher que, ao se casar com um rico fazendeiro, enfrenta uma realidade conjugal quase insustentável. Clotilde foi uma mulher que viveu à frente de sua época e não se conforma com o tratamento que recebia do marido. Sofrendo agressões físicas e morais, ela sai de casa, tornando-se uma mulher desquitada e por isso mal vista pela sociedade. Após perder todos os seus direitos e a guarda dos filhos, inicia uma longa luta para tentar recuperá-los. Curiosidade: Foi o filme de abertura do FESTIVAL DE GRAMADO de 2008.

10/05/2009: Domingo XXY (XXY) Direção e Roteiro: Lucia Puenzo , baseado em estória de Sergio Bizzio Elenco: Ricardo Darín, Valeria Bertucelli, Germán Palacios, Carolina Pelleritti, Inés Efron. Argentina/França/Espanha 2007 Drama 86 min.
Uma criança nasce com os órgãos genitais de ambos os sexos, sendo escondida pelos pais para evitar que os médicos a operem. Porém quando ela chega à adolescência, se interessa por um garoto que a visita. Premiações: Ganhou o Prêmio da SEMANA da CRÍTICA, no FESTIVAL DE CANNES e foi indicado como representante da Argentina para o OSCAR de Melhor Filme Estrangeiro. Curiosidade: Exibido na mostra MUNDO GAY, no FESTIVAL DO RIO 2007.

16/05/2009: Sábado Participação do CCM na VIRADA CULTURAL Os filmes exibidos serão divulgados posteriormente.

17/05/2009: Domingo BABY LOVE (Commes les Autres) – Direção e Roteiro: Vincent Garenq Elenco: Lambert Wilson, Pilar López de Ayala, Pascal Elbé, Anne Brochet França - 2008 – Comédia -90 min.
Emmanuel e Philippe formam o casal perfeito, até que o primeiro sugere a idéia de ser pai. Philippe a pricipio não gosta da idéia, mas, para manter o relacionamento, aceita pedir a ajuda de Josefina, uma garota disposta a engravidar. Curiosidade: O roteiro é inspirado em uma situação verídica ocorrida com um amigo do diretor e roteirista Vincent Garenq.

23/05/2009: Sábado ÀS MARGENS DO RIO SAGRADO (Heaven on Earth/water) – Direção e Roteiro: Deepa Mehta Elenco: Sarala, Rishma Malik, Lisa Ray, John Abraham . Canadá/India – 2008 – Romance/Drama - 117 min.
Nos anos 30,quando a India buscava sua independência da Inglaterra, Chuyia, de apenas 8 anos, não é apenas casada, é já viúva e nunca conheceu o marido. De acordo com a tradição, ela é enviada para uma casa que acolhe viúvas – uma casa onde estas são obrigadas a ficar, isoladas da sociedade, até o final das suas vidas, sem que possam alguma vez voltar a casar. Lá, conhece Kalyani, uma bela e jovem viúva de quem se torna amiga, que ousa desafiar as regras apaixonando-se por um jovem que também esta disposto a confrontar-se com a tradição instituída. Premiação: Indicado ao OSCAR de Melhor Filme de Lingua Estrangeira.

24/05/2009: Domingo EXUBERANTE DESERTO (Adama Meshuga’at) – Direção e Roteiro: Dror Shaul Elenco: Tomer Steinhof, Ronit Yudkevitz, Shai Avivi, Pini. Tavger. Israel/Japão/Alemanha- 2006 – Drama -90 min.
1974. Dvir está prestes a completar 13 anos, quando deverá ter seu Bar Mitzvah. Ele mora em um kibutz em Israel, juntamente com sua mãe e o irmão mais velho. Sua mãe é frágil e mentalmente instável o que com que Dvir faça o melhor para ajudá-la no pouco tempo que tem para ficar ao seu lado. Premiações: Ganhou o GRANDE PRÊMIO do JURI, no Sundance Film Festival e o prêmio de MELHOR FILME – Voto Popular, no Festival de Miami. Curiosidade: Exibido na mostra Expectativa, no Festival do Rio 2007.

30/05/2009: Sábado O LEITOR (The reader) – Direção: Stephen Daldr. Roteiro: David Hare, baseado em livro de Bernhard Schlink.Elenco: Ralph Fiennes, Kate Winslet, Lena Olin, David Kross. EUA/Alemanha-2008-Drama-124 min.
Um adolescente se apaixona por uma mulher mais velha e vive intenso romance. De repente, ela some de sua vida. 08 anos depois, ele reencontra essa parte de seu passado ao participar de um polêmico julgamento de crimes cometidos pelos nazistas na Segunda Guerra. Premiações: Ganhou o OSCAR de Melhor Atriz (Kate Winslet), além de indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia. Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Kate Winslet) além de indicado nas categorias de Melhor Filme-Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro. Ganhou o BAFTA de Melhor Atriz (Kate Winslet) além de indicado nas categorias, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia. Curiosidade: Os produtores Sydney Pollack e Anthony Minghella faleceram antes da conclusão de O Leitor.

31/05/2009: Domingo NA MIRA DO CHEFE (In Bruges) – Direção e Roteiro: Martin McDonagh Elenco: Colin Farrell, Brendan Gleeson, Ralph Fiennes. Inglaterra / Bélgica. 2008 – Comédia- 107 min.
Dois matadores são enviados por seu chefe a Bruges, na Bélgica, para que possam descansar após um trabalho difícil Premiações: Indicado ao OSCAR de Melhor Roteiro Original. Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator- Comédia/Musical (Colin Farrell), além de indicado nas categorias de Melhor Filme-Comédia/Musical e Melhor Ator-Comédia/Musical (Brendan Gleeson). Ganhou o BAFTA de Melhor Roteiro Original, além de indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator Coadjuvante (Brendan Gleeson) e Melhor Edição. Curiosidades: A palavra “fuck” e seus derivados são citados 126 vezes ao longo do filme, uma média de 1,18 por minuto. Para criar um clima natalino, várias ruas de Bruges foram enfeitadas no final de março. Na época a prefeitura divulgou um comunicado oficial, explicando aos cidadãos o porquê dos enfeites. Exibido na mostra FOCO REINO UNIDO, no Festival do Rio 2008.